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Alguma poesia

Carlos Drummond de Andrade era um jovem poeta quando viu, pela primeira vez, Mário de Andrade. Foi na ocasião em que o modernista encabeçou a caravana às cidades históricas de Minas Gerais, em 1924, junto a Oswald de Andrade, Tarsila do Amaral e Blaise Cendrars. Em passagem por Belo Horizonte, eles receberam jovens intelectuais no bar do Grande Hotel e, entre eles, estava o mineiro de Itabira, que a partir de então começou uma bela amizade com o autor de Pauliceia Desvairada. Trocaram dezenas de cartas e, em uma das primeiras, com data de 22 de novembro de 1924, Drummond confessou a Mário o impacto que esta publicação teve em sua escrita. “Não posso deixar de confessar o muito que lhe devo, prezado Mário: permiti-me, nos meus versos (quase todos inéditos), algumas audácias que só a Pauliceia tornou possíveis”. Tanto impactou que o seu primeiro livro, Alguma Poesia (1930) foi dedicado ao amigo de São Paulo.

Fonte: Semana de 22 – Antes do Começo, Depois do Fim

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