Reprodução

Fagulha futurista

A ideia de fazer uma arte moderna no Brasil teve como ‘fagulha’ o Manifesto Futurista, assinado pelo poeta italiano Filippo Tommaso Marinetti. No texto, publicado no jornal francês Le Figaro, em fevereiro de 1909, o autor propôs uma sintonia entre a arte e o mundo urbano moderno, que tinha eletricidade, máquinas, motores e que, para isso, seria necessário negar as concepções artísticas do passado, ‘desviar o curso dos canais para que as águas inundassem os museus e levassem as velhas telas, à deriva, rio abaixo’. A primeira notícia desse texto no Brasil foi em abril do mesmo ano, quando o jornal carioca Correio da Manhã reproduziu um artigo de seu correspondente Manoel de Sousa Pinto com o título O Futurismo (À Hora do Correio). Oswald de Andrade teve contato com o texto original em uma de suas passagens pela Europa.

Fonte: Semana de 22 – Antes do Começo, Depois do Fim

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