Diretores do longa ‘Tarsilinha’ falam da expectativa de estreia nos cinemas em março

Uma menina em busca de memórias. Com este tema, o longa-metragem de animação Tarsilinha, produzido pela Pinguim Content, chega em março nas salas de cinema do Brasil e promete agradar a criançada – e também os adultos – em diversos aspectos. Há pouco a Agenda Tarsila promoveu uma live com os diretores do filme, Celia Catunda e Kiko Mistrorigo, que adiantaram, sem dar spoiler, um pouco da história e mostraram que ela tem tudo a ver com o modernismo. E vem no momento certo: “Neste momento que estamos vivendo, o Tarsilinha vai acabar sendo um certo respiro, alento”, prevê Mistrorigo. 

Fora das fronteiras brasileiras já tem feito sucesso. O filme foi vencedor do prêmio de Melhor Longa-Metragem da América Latina e Espanha no Festival Internacional Chilemonos, ficou em primeiro lugar por unanimidade do júri na categoria longa-metragem latino americano e espanhol, dentre mais de 3 mil filmes e curtas-metragens inscritos. Também foi selecionado para o Chicago International Film Festival,  Shangai International Film Festival, entre outros. Com trilha sonora feita por Zezinho Mutarelli e o Zeca Baleiro, tem tudo para encher as salas de cinema.  Confira, a seguir, a entrevista completa com os diretores:

Nós vamos falar bastante do Tarsilinha nesta conversa, que está prestes a estrear, mas antes queria que vocês detalhassem um pouco sobre o trabalho de vocês com o público infantil.

Celia – Desde que a gente começou a produtora, sempre tivemos esse fascínio de produzir para o público infantil. A animação também é uma linguagem que tem essa aceitação muito grande por parte das crianças e a gente curte muito esse universo. A gente fez o Peixonauta, duas temporadas, depois começamos a trabalhar no Show da Luna, e já estamos terminando a sétima temporada. Fizemos dois longas do Peixonauta também. Então temos aí 30 anos de história de produções para crianças.

Tarsilinha demorou um pouco para estrear por conta da pandemia, não é um projeto de agora. Quando teve início todo esse processo para fazer o longa?

Kiko – A gente começou uma conversa com a Tarsila do Amaral, sobrinha-neta da Tarsila, há uns 14 anos. Ela estava começando esse processo de divulgação maior da obra da Tarsila e tinha vontade de fazer isso com as crianças também, levar mais a obra dela para o mundo infantil. Tarsila do Amaral, por ter essa obra tão figurativa e lúdica, já é amplamente usada na pré-escola, com os primeiros exemplos de artes visuais para crianças. Brilha os olhos delas. Começamos a conversa, a Celia desenhou uma primeira personagem na época e foi evoluindo. Virou um média-metragem, depois foi um longa em 2D e a coisa foi amadurecendo e se tornou este longa. A primeira ideia era uma história meio biográfica, falar um pouco da Tarsila quando era pequena, mas depois isso foi abandonado e virou uma história de aventura. 

Queria que vocês me falassem como o movimento modernista é inserido neste desenho e de que maneira ele toca vocês?

Celia – Um pouco disso que o Kiko falou, de se desprender da biografia e ter a liberdade de trabalhar uns conceitos da obra dela mais do que da vida, tem a ver um pouco com isso. A gente queria incorporar essas noções, mas na prática, na história. Então o filme fala de memória e isso está super ligado com esse conceito de modernismo, de você ter ao mesmo tempo a história de um povo, sua cultura, formada de uma série de outras influências, europeia, africanos, indígena, uma colcha de retalhos. E isso, na ideia do modernismo, eram elementos para você formar a nossa própria identidade. No filme a gente colocou esse conceito na personagem da lagarta, que não valoriza a própria memória. Por isso, ela busca viver a memória dos outros. É uma ladra e colecionadora de memórias alheias. Estávamos querendo colocar o conceito do ‘o que é importante na sua vida?’, as suas lembranças importam e têm valor. Juntamos tudo isso, mas porque também era importante que fizesse sentido para uma criança, que não fosse didático, e o modernismo está dentro da história. Até o Abaporu, neste sentido, a gente não quis tirar todo mistério da obra, mas queríamos manter o conceito de ser ‘o homem que come, que engole’. As memórias todas que a lagarta rouba vão para dentro do Abaporu. 

Kiko – A gente costuma trabalhar muito com essa questão emocional com o público infantil. E este é um filme bastante emocional porque é uma menina de 8 anos, apresentada como uma criança super frágil, que tem dependência total da mãe dela. Nos primeiros segundos do filme percebe a admiração que ela tem pela mãe heroína, forte, que enfrenta tudo, e ela toda medrosa. De repente tudo isso se desmonta e a mãe tem uma amnésia instantânea,  nem reconhece mais a filha. Aquela menina frágil perde o chão e mergulha, literalmente, no mundo da Tarsila do Amaral em busca das memórias da mãe. Isso é muito forte e tem um monte de conceitos por trás: memória, busca de identidade, etc. A melhor forma de aprender para uma criança – adulto também – é quando se envolve emocionalmente.

Qual a importância de falar sobre a memória para crianças, a força de preservá-la? 

Celia – Normalmente quando a gente pensa histórias para as crianças não temos muito esse filtro ‘esse assunto é para criança, esse é para adulto’, porque a gente bate muito na ideia de que elas têm interesse em todos os assuntos, é amplo. O que precisa só é saber como falar com elas. Dentro de um contexto, uma conexão emocional, o vínculo que vai tendo com os personagens ao longo da aventura, o conceito vai surgindo naturalmente na história, e é bem explicitado – não podemos dar muito spoiler – mas, principalmente no final, fica muito claro isso, como a personagem da lagarta era infeliz por não valorizar a história dela. 

É um filme para família?

Kiko – Geralmente cinema, diferentemente de TV e plataformas digitais que têm programações ‘para criança em idade escolar’, não tem tanto essa divisão. E ele é um filme para família, inclusive aqui, para a família brasileira, que vai ter dois motivos para ir ao cinema: primeiro para ver um longa de aventura super legal. Segundo que os pais vão poder mostrar uma artista super importante, um Brasil muito mais legal do que estamos vivendo hoje em dia. É uma forma da gente se revalorizar. Como tudo que a gente faz na Pinguim é para tentar aumentar o diálogo afetivo entre os integrantes da família. Vai ser uma boa conversa no jantar sobre vários momentos do filme, isso é o mais legal. As faixas etárias vão se envolver na história e depois conversar bastante.

Celia – Um elemento muito legal no modernismo das obras, tanto literárias quanto nas de artes, é o humor. Essa visão de tratar as coisas sem peso. Toda proposta da antropofagia é assim, as obras da Tarsila também. Isso na animação foi uma matéria-prima super valiosa. A figura do Saci, até a forma como ele foi desenhado pela Tarsila, além da originalidade ela traz essa graça, a personalidade. O humor nos textos do Oswald, trouxemos isso muito para o sapo, que acabou sendo uma figura oswaldiana, que cria palavras, leveza com a língua, as formas, as cores. Não é uma coisa pretensiosa, é um movimento que se diverte com a arte. 

O Kiko falou dessa questão do Brasil que estamos vivendo, inclusive em razão da pandemia. No trailer o filme fala bastante sobre coragem. Qual a importância de trazer essa mensagem para as crianças neste momento em que a gente vive?

Kiko – É uma citação à própria artista, porque a Tarsila viajava muito para Europa, era rica. Naquela época se vivia um eurocentrismo extremo. Tudo acontecia lá, principalmente em Paris. E ela conseguiu voltar, com todas as influências que teve, e veio aqui e fez uma coisa totalmente inovadora. Inclusive costumo citar um poema que li do Drummond, que ele escreveu para a professora Aracy Amaral, uma das maiores estudiosas da obra da Tarsila, que fala da coragem dela de usar cores que na época não eram comuns. Ele até cita que ‘o Dr. Bom Gosto não aprovava usar a cor tal…’ As crianças primeiro vão carregar esse conceito da coragem implícita e depois uma coragem prática mesmo, da filha que perdeu a mãe e teve de se virar. O filme tem bem essa jornada da heroína, de uma criança frágil, realmente tem coragem e tenta algumas vezes. Ela corre riscos, tem de decifrar situações e sai diferente. As crianças vão considerá-la uma heroína, assim como a artista foi. 

Vocês chegaram a participar de uma mostra ano passado, em Florianópolis, que transmitiu o filme e também tem algumas outras iniciativas populares que vão ser feitas. Queria que me falassem um pouco sobre isso, na democratização da história.

Celia – Até pela importância da Tarsila, o filme tem recebido muitos convites para passar em centros culturais, mostras, festivais. Dentro desse contexto, quando participamos da Mostra de Florianópolis, fizemos também um workshop para os professores da rede pública falando sobre o desenvolvimento do filme. Como estamos muito próximos da estreia, neste mês estamos priorizando os cinemas, mas logo depois a intenção é que ele viaje para lugares onde a pessoa não dependa de ir ao cinema, comprar ingresso, mas possa assistir em centros culturais, exibições públicas, o máximo possível. Inclusive a gente quer trabalhar muito junto às escolas, porque o longa tem a possibilidade de trabalho multidisciplinar. Tanto a questão da história, da nossa cultura, da parte de artes, da língua portuguesa, da poesia e isso é uma coisa que a gente quer que aconteça. Também estamos buscando como trabalhar o conteúdo em livros didáticos. O filme abre um diálogo com esse público que pode acontecer em muitos níveis. 

E ele já tem feito sucesso em festivais internacionais…

Kiko – Sempre conto um fato que nos chamou muita atenção, porque sempre frequentamos muitos eventos internacionais de produção de audiovisual. Vamos procurar plataformas para vender projetos, conversar com produtores, enfim, temos de levar o material impresso, com imagens para apoiar a apresentação do projeto. E o Tarsilinha chama atenção de cara. Vinha estrangeiro que não tinha noção de quem era Tarsila e queria saber sobre o nosso trabalho. Tem uma pegada que é muito inovadora. As pessoas olham e ele não se parece com nada. Em TV, principalmente, tudo se parece com uma coisa que já aconteceu, que já passou. E o nosso filme não. A gente teve essa receptividade muito boa. O filme estreou no Festival de Shanghai, super importante, enorme, pena que não pudemos estar lá por conta da pandemia. Foi para o Chilemonos, foi super bem recebido. E agora está começando uma carreira internacional de fato, está sendo convidado. Em um festival o jurado vê, outro convida, então passamos no Festival Internacional de Chicago, e agora ele está indo para outros festivais na Europa. Está começando essa viagem, que para nós é super importante. O visual de cara agrada e isso é incrível.

Vocês estão abordando o tema do modernismo sem necessariamente dar aula. Como foi essa passagem? Em que momento decidiram fazer a história sobre uma menina usando as cores da Tarsila?

Kiko – Não teve um momento. Teve, como todo processo de roteiro, uma maturação.  Teve, Célia?

Celia – Foi logo no começo, porque a gente percebeu que se ficássemos presos à biografia dela, não teria essa viagem fantástica que é estar na obra dela. A gente não queria perder essa imensidão do universo da Tarsila. Logo de cara a gente achou que o que importa foi o que deixou na obra. 

Kiko – Quando teve a exposição no Masp, aquela enorme (em 2019, Tarsila Popular), a gente já estava no meio do filme. Assim que entramos nela, nos sentimos super em casa, porque estávamos cansados de ver. O processo foi muito interessante neste sentido, a gente decupou toda obra dela dessa fase. Desde separar elementos, reconstruir as obras dela, a gente não usa o quadro como ele está, refizemos aquilo tudo. Inclusive mantemos a falta de perspectiva, que é um dado importante do filme. Se você olhar, as cenas, principalmente da cidade, quando ela representa a revolução industrial em São Paulo, é tudo absolutamente paralelo. Isso dá um estranhamento, que depois você vai se acostumando. Mas é um estranhamento que é o quadro, a Tarsila já era tridimensional. Os elementos da pintura são todos tridimensionais. Esse é o grande barato, a gente realmente viaja para dentro da obra dela com o filme.

Há pouco conversei com o Zeca Baleiro que foi convidado para fazer a trilha sonora. Por que chamá-lo e como foi a composição dessa música?

Kiko – A trilha foi composta por Zezinho Mutarelli e o Zeca Baleiro. E o Zezinho, junto com a gente, sempre quis ter uma canção que marcasse o filme. E o Zeca Baleiro tem um trabalho incrível, tem essa pegada brasileira com muita sofisticação, não é para inglês ver. É uma pegada com a influência do Maranhão, de onde ele nasceu, e tem uma brasilidade que você vai descobrindo. Quando ele fez a música trouxe algo super brasileiro, mas não é chavão, de forma alguma. E ele convidou a Ná Ozetti para fazer um duo de voz, aí a gente adorou. É uma canção que retrata muito a personagem na coragem, na mochila, foi pegando acontecimentos e objetos do filme. A trilha é o filme. 

Também conversamos com o Eneas Pereira, da TV Cultura, e ele disse que arriscava dizer sem medo que Tarsilinha tem tudo para ser um grande sucesso nos cinemas. A expectativa é essa?

Celia – É difícil para nós, que fizemos… A animação brasileira, como um todo, tem tido um crescimento e espaço cada vez maior, aliás até mais no mercado internacional do que aqui dentro. A gente percebe que os filmes de animação brasileiros têm tido um desempenho em festivais internacionais, como aconteceu com O Menino e o Mundo. A gente vê uma dificuldade aqui no Brasil na questão de distribuição de filmes brasileiros, porque existem estes grandes estúdios americanos, como a Pixar, filmes grandes, que ocupam todas as salas. O produtor brasileiro tem tido dificuldade de ter espaço aqui. Com o Tarsilinha mesmo tivemos dificuldade de distribuição. Então, para nós, é um grande desafio lançar o filme nos cinemas. Contamos com algumas coisas que ajudam: é a obra da Tarsila do Amaral, ela tem um público, é um ícone. Estamos também coincidindo com o centenário da Semana de 1922, um momento muito importante, além do desafio de lançar em um possível fim de momento pandêmico, as pessoas estão começando a voltar ao cinema. Vemos muitos desafios neste lançamento, estamos super acreditando que é o momento certo, o filme está tendo visibilidade grande e tudo isso contribui para estarmos otimistas. 

Kiko – Como estamos passando esse momento tenso, obscuro, o Tarsilinha vai acabar sendo um certo respiro, alento. Espero que isso contribua para mais gente ir ao cinema assistir, comentar, enfim, ele ter uma vida longa. Ele pode ser considerado muito marcante por trazer a cultura brasileira de um jeito interessante. Porque no Brasil a gente tem um preconceito muito grande com conteúdo infantil que é considerado educativo. Isso é um erro muito grande. No mundo literário, mesmo na escola, tudo que vem de entretenimento não serve para ensinar, como se fosse uma divisão: ou você tem o entretenimento ou tem o estudo. É um grande erro isso. Neste sentido ele vem com essa mensagem: ‘a gente se diverte e aprende melhor ainda dessa forma’. E que as crianças passaram por essa prova difícil de estudar à distância, uma coisa muito complexa. O Brasil tem uma infância muito frágil. Cedemos muito material para várias secretarias para tentar suprir os cursos à distância, mas sabemos que é muito complicado. O ideal agora, com um filme sobre Tarsila, é discutir em classe, com todo mundo vendo a mesma coisa. 

Por que vocês acham que a Tarsila tem esse apelo com as crianças?

Celia – Tenho uma lembrança de quando eu era criança, que adorava os quadros da Tarsila. Acho que primeiro as figuras, as cores são vivas, têm uma luminosidade, as plantas, os bichos são demais, os touros com chifres gigantescos. A paisagem brasileira, árvores em formato de coração. Ela tem uma coisa lúdica muito grande. Já tive oportunidade de pegar livros e mostrar para crianças e elas viajam. Tem uma narrativa em cada quadro. A própria Cuca dela, é muito maluca. Essa coragem de criar figuras, que são tão esquisitas que geram curiosidade. Isso fascina as crianças, você deixar que elas possam descobrir que bicho é esse. Se comparar com filmes mais tradicionais, da Disney, são sucesso, mas empobrecem um pouco os universos, parece que as coisas têm de ser sempre desenhadas daquela forma. E não, a gente pode desenhar o mundo da forma como a gente quiser. 

Kiko – Disney, obviamente, é um ícone na nossa área. Muitos animadores vêm com esse traço Disney e é complicado isso, porque o cara aprende daquele jeito clássico, e nada nosso é igual.

Nos últimos 100 anos o movimento se desdobrou de várias formas, chegando agora até em animação infantil. Como vocês veem este eco nos próximos anos, principalmente pelo legado que eles deixaram tão precioso de exaltar a arte brasileira?

Celia – Realmente são ecos que vão continuar, inclusive agora com este momento negacionista, não só em relação às vacinas, mas com a cultura também. É como se não fizesse diferença em produzir cultura… Chegou a ser falado isso, ‘para que fazer filmes se existem muito melhores sendo feitos lá fora?’. Existe esse pensamento muito tosco de que você não precisa fazer nada porque já tem alguém fazendo que não é você. A importância desse filme agora é um pouco essa: não tem nada mais valioso para a nação, para o povo, do que a cultura. A música que a gente faz, a literatura, é isso que faz a gente ter essa sensação do que é ser brasileiro. É ter vivido todas essas coisas, visto, lido, coisas que mostraram para a gente o que é o Brasil. Teve esse momento da morte da Elza Soares, o quanto isso trouxe para todo mundo, mostrando o que é a história dela, a resistência, tudo isso é o que faz a gente ser brasileiro e essa é a mensagem do modernismo. E ele não é uma coisa, são tantas vozes, com tantos trabalhos diversos, até conflitantes, mas que estão dentro da ideia de que isso é nossa cultura. 

Kiko – Com o nosso trabalho, desde o começo, a gente sempre teve um sonho de que as crianças assistissem conteúdos brasileiros. E que eles convivessem com os estrangeiros da mesma forma. A animação no Brasil era muito publicitária nos anos 1990. Quando a gente pôs o Peixonauta no ar, a coisa foi crescendo, e houve um movimento muito grande e, de repente, começaram a aparecer séries de animação para crianças que iam da TV aberta para (TV) a cabo. Tinha a ideia de que o de fora era melhor. Um dia contei 44 séries nacionais de animação para crianças na TV. Essa contribuição tem tudo a ver com o movimento modernista. Essas crianças que tiveram essa sorte de ter esse conteúdo vão ter um complexo de inferioridade muito melhor do que o meu, que assistia Manda Chuva

Celia – A gente recebeu na época do Peixonauta muitas mensagens que eram assim ‘nossa, é tão bom que não achei que fosse brasileiro’. Um elogio estranho. 

Kiko – Agora a gente estava indo numa dessas de desvalorizar o produto nacional, os cérebros estarem em outros lugares. O Brasil está se vendo muito mal, estamos com uma imagem muito ruim lá fora. Se ficarmos nessa toada, o que vai sobrar? Acho que o Tarsilinha acabou tendo essa importância também.

(Carol Loback e Miriam Gimenes/Agenda Tarsila)

Publicada em 16 de fevereiro de 2022

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