Exposição ‘Raio-Que-O-Parta’ pode ser vista no Sesc 24 de Maio

EventoPresencial

SegmentosArtes Visuais

Data 16/02/2022 a 07/08/2022

Horário 09:00 às 20:30

Funcionamento De terça a sábado, das 9h às 20h30; Domingos e feriados, das 9h às 17h30

Local Sesc 24 de Maio- Rua 24 de Maio, 109 - República - São Paulo - SP

Classificação Indicativa Livre

Valores Gratuito

Site https://www.sescsp.org.br/programacao/raio-que-o-parta-ficcoes-do-moderno-no-brasil/

Acessibilidade

  • Física
  • Audiodescrição
  • Braille
  • Legendas descritivas

Programação sujeita a alteração (confirmar data e horário no site do organizador)

O Sesc 24 de Maio está com a exposição Raio-que-o-parta: Ficções do Moderno no Brasil, aberta até 7 de agosto de 2022. Com curadoria dos pesquisadores Aldrin Figueiredo, Clarissa Diniz, Divino Sobral, Marcelo Campos, Paula Ramos, Raphael Fonseca e consultoria de Fernanda Pitta, a mostra integra a ação em rede do Sesc São Paulo, Diversos 22 – Projetos, Memórias, Conexões, em razão das efemérides do centenário da Semana de Arte Moderna e do Bicentenário da Independência do Brasil. Com o objetivo de refletir criticamente sobre essas datas, analisando-as em contextos históricos sobre a modernização do território brasileiro, o que simbolizaram no passado e o que mobilizam no presente em projeto para o futuro, a mostra traz cerca de 600 obras de 200 artistas, como Lídia Baís, Mestre Zumba, Genaro de Carvalho, Anita Malfatti, Tomie Ohtake, Raimundo Cela, Pagu, Alberto da Veiga Guignard, Rubem Valentim, Miguel Bakun, Mestre Vitalino, dentre outros.

O título da exposição é inspirado por um estilo arquitetônico encontrado em fachadas de casas antigas de Belém (PA). A justaposição de azulejos quebrados formando desenhos geométricos, angulados e coloridos, que lembram setas, O modismo desta arquitetura não se restringiu às elites locais da década de 1950, sendo logo apropriado por outras camadas da sociedade que popularizaram as fachadas raio-que-o-parta pelos bairros daquela cidade, como forma de modernizar o que era considerado obsoleto nas artes. Ao articular a noção de modernidade com o território brasileiro, a exposição pretende repensar a centralidade do evento de 1922 que ficou marcado na história da arte no país, a partir de uma ampliação não apenas cronológica, mas também geográfica.

Trata-se de um projeto que deseja mostrar ao público que arte moderna já era discutida por muitos artistas, intelectuais e instituições de Norte a Sul do país, desde o fim do século 19 até meados do século 20. A intenção da exposição, ainda, é expor diversos tipos de linguagens e formas de criar e compartilhar imagens nesse período. Além de desenhos, pinturas e esculturas, o projeto traz exemplos importantes de fotografia, cinema, revistas ilustradas, música e documentação de ações efêmeras, essenciais para ampliar a compreensão das muitas modernidades presentes no Brasil.

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